Vivo uma fase de transição.
Fases de transições sempre trazem consigo expectativas, receios, ansiedades,...
Após deixar meu último trabalho, minha saída se deu de uma forma tão carinhosa que expressar o que sinto é inútil, até porque nem mesmo eu sei verbalizar tal sentimento.
Fechei um ciclo muito valioso na minha trajetória; hoje as frustrações não me abalam tanto quanto antigamente, pois meu trabalho me ensinou que se frustrar com o outro é normal, como é normal também surpreender-se com a atitude daquela pessoa de quem você menos espera uma ação.
Nos últimos anos, a vida fez com que eu não recebesse compreensão e com que eu não me sentisse amado por pessoas próximas, por mais que elas devam me amar, da maneira delas. Mas essa mesma vida me apresentou novas vidas, novos rostinhos, que me aclamaram por coisas que considero tão simples, ações que realizei que para mim não eram mais do que minha obrigação. Pessoas que me levam no coração por eu ser simplesmente quem eu sou!
Sou grato pelo caminho que trilhei, pelas pedras em que tropecei, pelos coqueiros em que me afaguei no meio do deserto escaldante. Sigo feliz e cheio de planos, receios e expectativas, como disse no início da postagem.
Um fato curioso da minha vida: Aprendi a jogar xadrez quando tinha 24 anos de idade. Meu professor? Um garoto de 12 anos!
Inspirado na lembrança desta tarde, seguirei a vida como uma peça do tabuleiro, me esquivando do perigo, correndo atrás do meu sucesso e da minha felicidade.
A maioria das pessoas que eu gostaria de agradecer talvez nunca leiam isto, mas que fique registrado o meu MUITO OBRIGADO!
Conrado, 08/06/11.
