terça-feira, 26 de julho de 2011

Escrita contida

Meu blog anda meio parado. Quando me animo em escrever, logo penso "ah, só eu leio", ou "putz, o que escrever?". Confesso que se meu hábito de leitura fosse mais intenso, ideias surgiriam com mais facilidade. Admiro as pessoas que escrevem e conseguem amarrar os leitores em suas combinações de caracteres. Sinto em alguns momentos que este é o único caminho para que eu deixe minha semente plantada para a posteridade, para que eu me perpetue através das gerações. Gostaria de digitar estórias (com "e" mesmo, que significa narrativa popular, texto "folcloresco") e encantar multidões; criar ficções científicas de primeira grandeza, com conspirações, viagem no tempo e bóson de higgs. Este último muito me interessa. Desde que descobri seu significado, sou fascinado pelo tema. E o LHC então? "Apourtugueisando", LHC significa 'Grande Colisor de Hádrons', outra maravilha do mundo físico-quântico moderno (vide imagem abaixo).



Se para um homem ser feliz ele precisa plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro, eu trocaria o pimpolho por duas obras da literatura, afinal, a árvore eu já plantei!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Muito obrigado!

Vivo uma fase de transição.

Fases de transições sempre trazem consigo expectativas, receios, ansiedades,...



Após deixar meu último trabalho, minha saída se deu de uma forma tão carinhosa que expressar o que sinto é inútil, até porque nem mesmo eu sei verbalizar tal sentimento.
Fechei um ciclo muito valioso na minha trajetória; hoje as frustrações não me abalam tanto quanto antigamente, pois meu trabalho me ensinou que se frustrar com o outro é normal, como é normal também surpreender-se com a atitude daquela pessoa de quem você menos espera uma ação.

Nos últimos anos, a vida fez com que eu não recebesse compreensão e com que eu não me sentisse amado por pessoas próximas, por mais que elas devam me amar, da maneira delas. Mas essa mesma vida me apresentou novas vidas, novos rostinhos, que me aclamaram por coisas que considero tão simples, ações que realizei que para mim não eram mais do que minha obrigação. Pessoas que me levam no coração por eu ser simplesmente quem eu sou!

Sou grato pelo caminho que trilhei, pelas pedras em que tropecei, pelos coqueiros em que me afaguei no meio do deserto escaldante. Sigo feliz e cheio de planos, receios e expectativas, como disse no início da postagem.

Um fato curioso da minha vida: Aprendi a jogar xadrez quando tinha 24 anos de idade. Meu professor? Um garoto de 12 anos!
Inspirado na lembrança desta tarde, seguirei  a vida como uma peça do tabuleiro, me esquivando do perigo, correndo atrás do meu sucesso e da minha felicidade.

A maioria das pessoas que eu gostaria de agradecer talvez nunca leiam isto, mas que fique registrado o meu MUITO OBRIGADO!

Conrado, 08/06/11.

domingo, 17 de abril de 2011

Nostalgia



É chegado o tempo em que as lembranças permeiam meu cotidiano com mais vigor. Parece que os fatos não acontecem com a mesma emoção de antigamente. Esse envelhecimento precoce deve-se a essa vida turbulenta que levo (levamos), caótica, em que a busca pelo prazer imediato faz-se presente desde o usuário de drogas que encontra o bem estar eminente em contato com a química aos jovens que sentem-se satisfeitos apenas quando adquirem um iPad e, semanas depois, têm apenas mais um objeto obsoleto fazendo volume em casa. Graças a Deus das drogas nunca precisei, mas o iPad até que não é uma má ideia.

Meus pensamentos desejam me levar ao que era bom, à uma rotina sã, à uma época em que eu desconhecia fármacos, angústia, exclusão...

O frango por exemplo, o frango tinha gosto de frango, não de borracha. Idem para a carne de porco. O sabor atual me enjoa tanto que penso até em parar com as carnes. O chocolate era mais doce, as tardes demoravam mais para passar, a televisão mostrava-nos programas sensacionais, coloridos, cheio de vida. Até as novelas eram melhores.

O sorriso era mais presente no rosto das pessoas, a chuva era mais gostosa, molhava mais. O ar era limpo, os passeios de bicicleta eram aventuras que, se não homéricas, dignas de um roteiro de filme.

Eu era feliz! 

Meu principal medo era topar com um fantasma no corredor de casa ou ser surpreendido pela loira dentro do espelho do banheiro. O ano durava meses, não dias. Os sábados, ah, os sábados... Tardes longas, ensolaradas, cheia de vida... Creio que até Deus em seu shabat sentava-se na Sua cadeira de balanço e Observava-me, do alto, a brincar no jardim de casa com bolhas de sabão. E ria.

Fazer casinha na caixa de fósforo para os tatus bolas e casarão para as lagartixas em caixas de sapato, tocar a campainha e sair correndo, brincar de fazer vulcão com massinhas caseiras e pintá-los com guache. Infância ab aeterno que não volta mais, momentos que não se repetirão; restam apenas flashes fugazes de lembrança.

Hoje, por mais que o dia seja perfeito (nunca é), sempre há a sensação de engasgo com uma bola de pêlo por dentro. As cores são mais acinzentadas, o tempo risca sua face e pinta seus cabelos. O amanhã é hoje, o começo já se foi.

Que Deus me conserve a memória...

domingo, 27 de março de 2011

Banana Man

Iniciando a sessão Me Sinto Assim, posto como me sinto há 27 anos, na maior parte do tempo:


Em breve postarei como me sinto em situações quando não me sinto como os amiguinhos acima.

Câmbio e desligo!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Caga, contrai e sobe



Sempre tive dificuldade em cagar fora de casa. Meu intestino, tímido como uma irmã carmelita, até seus 18 anos recusava-se em exportar para tronos que não fossem seus conhecidos, como o verdinho da casa da mamãe e o rosinha da casa da vovó.

Até que chega o período em que você trabalha fora, almoça fora, estuda fora e, como não poderia deixar de ser, é obrigado a cagar fora. No começo era muito difícil, tapava os ouvidos pois não conseguia evacuar com ruídos, por menores que fossem. Aí o sistema fisiológico vai soltando a franga... Depois de algumas tentativas os músculos relaxam, o ambiente parece não ser assim tão ruim. Tudo iria muito bem se não fosse a águinha que respinga quando o toroço mergulha. Ah, a águinha... a águinha é terrível, o cocô pode ser o menor possível, cocô de cabrito, mas se você não toma cuidado ela vem com tudo... plesht... Não sei, mas sinto em alguns momentos que só eu sou perseguido pela águinha. Se percebo que há alguém evacuando na cabine ao lado, também percebo que a pessoa está em paz, desligada do mundo. Agora, se houvesse narrativa do que ocorre na minha cabine, esta certamente seria sonorizada como uma feira livre às 10 da manhã!

Quando eu evacuo fora de casa, seja no trabalho, parque, faculdade, utilizo a técnica de ficar semi agachado em 90º. Você levanta a tampa do vaso, dá algumas descargas para que, caso haja o respingo durante o ato, a águinha seja de boa qualidade, fecha os olhos, agarra o trinquinho da maçaneta da porta (se a porta não tiver apoio fica mais complicado) e despeja. No despejar, muita atenção, a águinha é traiçoeira! Como uma pulga, ela pula mais de 200 vezes sua altura. A técnica neste momento tenso é a seguinte: Caga, contrai e sobe o quadril pra cima.

Tem mais tragédia! Sempre que cago fora de casa, dá merda! Merda literal mesmo, por mais que eu tenha consumido só água nos últimos 3 dias, a merda feita fora de casa fede e te borra mais que todas. Entro na cabine e asseguro que tenha pelo menos 2 rolos de papel higiênico. Na maioria dos casos, consumo de 70% a 90% a celulose disponível no ambiente. É necessário ficar atento para não borrar áreas indesejadas, pois isso atrasa a permanência no banheiro fazendo com que você se banhe na pia e seja flagrado por algum colega indesejado para aquele instante.

Por fim, o pior é sair do banheiro depois de 20 minutos (esta é a média que levo para evacuar fora da minha residência) e alguém estar te procurando há 19 minutos. "Ah, fui ali fazer um xixi!" - não cola, fica explícito na sua testa que você estava num transe mais profundo do que uma mera mijadinha. Melhor de tudo é dar um sorriso efusivo, não encarar as pessoas nos olhos e perguntar em alto e bom som - "Alguém viu minha caneta? Faz uns 20 minutos que estou procurando! No banheiro não está."

...

- Alguém viu o Conrado por aí?